O que você vê quando se olha no espelho?
O que você sente quando se encara de frente sem máscaras, sem subterfúgios, sem cenário algum?
Nem brilhante, nem estúpido, nem bonito, nem feio.
Nem louco e nem são.
Meu reflexo oscila num meio termo desinteressante e morno.
Minha presença é comum e pálida. Minha conversa, cansativa e previsível.
Nenhuma casa se sentirá vazia quando eu me for porque minha presença jamais preencheu espaço algum.
Nunca fui o filho preferido ou o neto predileto.
Só fui uma criança calada que nunca soube jogar futebol.
Só fui passando silencioso e despercebido.
Só fui eu mesmo.
Um a mais entre tantos. Mais um entre muitos.
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