Não, não haviam luzes.
Havia apenas eu no palco.
Na escuridão, gesticulei minha história.
Entre murmúrios, declamei meu texto.
Mas apagaram-se as luzes todas.
E era eu que encenava.
Era meu coração nunca antes revelado.
Eram meus sonhos. Bobos, infantis, impossíveis, mas meus.
Era eu transformando em palavras o que meus olhos sempre quiseram dizer.
Era eu em cartaz, mas ninguém viu.
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