Eu sei que sempre terei seu olhos.
Quando acordar a saudade que nunca dorme.
Eles me falarão de você.
E contarão histórias antigas de um Antônio que ficou lá atrás.
A cada dia você muda um pouco.
A cada dia você cresce e aprende e faz coisas mais difíceis.
Tudo tão depressa. Depressa demais.
E esse Antônio de hoje? Como poderei viver sem você, como você é agora?
Sempre terei o você de amanhã para esperar.
O você de agora para amar.
E o você de ontém para sentir saudade.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Todas as versões de você
Eu sei que eu vou te amar para sempre e cada vez mais.
Mas também sei que vou sentir muita saudade de você, como você é agora.
E isso me entristece.
De uma tristeza tão desoladora que cai do ninho sem saber voar.
Você recém-nascido. Você bebê engatinhando. Você aprendendo a andar já correndo
Você me chamando: “Papá!” - assim sem o "i" e cheio de exclamação.
Todos os Antônios que virão antes do Antônio adulto. Do Antônio final.
Todos eles passarão por mim deixando marcas tão profundas
e uma saudade tão incurável que somente seus olhos
- os únicos guardiões de todas as versões de você - poderão confortar.
Mas também sei que vou sentir muita saudade de você, como você é agora.
E isso me entristece.
De uma tristeza tão desoladora que cai do ninho sem saber voar.
Você recém-nascido. Você bebê engatinhando. Você aprendendo a andar já correndo
Você me chamando: “Papá!” - assim sem o "i" e cheio de exclamação.
Todos os Antônios que virão antes do Antônio adulto. Do Antônio final.
Todos eles passarão por mim deixando marcas tão profundas
e uma saudade tão incurável que somente seus olhos
- os únicos guardiões de todas as versões de você - poderão confortar.
Papá!
Mesmo quando ainda não era gente, eu sempre soube que te amaria.
Sabia que esse amor seria imenso, irremediável, indescritível, intenso
e de uma ternura que só se vê nos contos de Natal.
Só não sabia que a sede de estar com você não saciaria nunca.
Que seu sorriso sem nenhum dente deixaria tanta saudade.
Que ouvir me chamando “Papá!” sem a letra i, cheio de exclamação e bracinhos para cima - pudesse criar um turbilhão de alegria dentro de mim.
E que seus olhinhos escuros trariam toda a doçura que existe nesse mundo multiplicada daqui até o infinito.
Sabia que esse amor seria imenso, irremediável, indescritível, intenso
e de uma ternura que só se vê nos contos de Natal.
Só não sabia que a sede de estar com você não saciaria nunca.
Que seu sorriso sem nenhum dente deixaria tanta saudade.
Que ouvir me chamando “Papá!” sem a letra i, cheio de exclamação e bracinhos para cima - pudesse criar um turbilhão de alegria dentro de mim.
E que seus olhinhos escuros trariam toda a doçura que existe nesse mundo multiplicada daqui até o infinito.
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