Não sei se faz 15 ou 16 anos.
Só sei que a saudade continua aqui.
Dolorida e seca e de pele cinza.
Nunca esperei e nem quis que ela partisse.
Mas esperava que se transformasse
numa lembrança doce como diziam médiuns iluminados,
repletos de si e de luz.
Mas a verdade é que fui só eu quem mudou.
Fui eu quem perdeu o viço e o gosto.
Foi a mim que o tempo transformou
em algo sem graça e sem fé.
E mais e depois da saudade, veio o medo.
Sempre o medo
de perder.
Mais alguém.
Que levaria consigo
o pouco que resta de mim.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A praça
Se você me perguntar o que vejo nessa praça.
direi que não são apenas flores e pássaros.
É minha infância que corre por estas alamedas.
Pula nestes bancos. Cruza esbaforida a ponte do lago.
Se você me perguntar o que vejo nessa praça.
Direi que é um joelho ralado e algodão doce.
Um beijo. Outro beijo e muitos beijos.
O que eu vejo nessa praça? Eu mesmo.
direi que não são apenas flores e pássaros.
É minha infância que corre por estas alamedas.
Pula nestes bancos. Cruza esbaforida a ponte do lago.
Se você me perguntar o que vejo nessa praça.
Direi que é um joelho ralado e algodão doce.
Um beijo. Outro beijo e muitos beijos.
O que eu vejo nessa praça? Eu mesmo.
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