Nenhuma tristeza é mais assim tão triste
depois da sua despedida entre sonhos.
Nenhuma alegria é mais a mesma agora que tua ausência persiste
endurecida e fria e repleta de desejos violentados
As cores, envelheceram-se todas.
Os ovos apodreceram nos ninhos.
A esperança infantil, lilás e cheia de música.
Ela foi a primeira a se transformar num episódio cafona e deprimente.
Sobrou um não sei o quê de tocar a vida. De ir em frente.
De saber que a esperança não passa de um pequenino hiato.
E que a vida é um espetáculo
num circo decadente de picadeiro enlameado
com um final escuro a espreitar.
terça-feira, 14 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Antes do feriado
Levanta daí, vem dançar.
A vida é boa pode acreditar.
Que tudo acontece.
Que a tristeza esquece
do seu coração só atormentar.
Force um sorriso, você vai ver.
A música toca, começa a ferver.
Seu corpo responde começa a rodar.
Sempre tem algo de que se orgulhar.
A vida é boa pode acreditar.
Que tudo acontece.
Que a tristeza esquece
do seu coração só atormentar.
Force um sorriso, você vai ver.
A música toca, começa a ferver.
Seu corpo responde começa a rodar.
Sempre tem algo de que se orgulhar.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Lá do ninho
Quem olha do alto
Mal vê o asfalto
Mal enxerga a formiga
Que vai e que vem
Quem fica lá em cima
Não fita a rotina
Que rola na rua
Dia sim, outro também
Quem sobe e não desce
Nem vê o que acontece
Não brinca na areia
Nem gosta de alguém
Só fica sozinho
Com tédio e seu ninho
Pensando nas coisas
que vai ficar sem
Mal vê o asfalto
Mal enxerga a formiga
Que vai e que vem
Quem fica lá em cima
Não fita a rotina
Que rola na rua
Dia sim, outro também
Quem sobe e não desce
Nem vê o que acontece
Não brinca na areia
Nem gosta de alguém
Só fica sozinho
Com tédio e seu ninho
Pensando nas coisas
que vai ficar sem
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Memórias endurecidas
Onde estava quando mais precisei?
Por onde andava quando a noite chegou
e a neve bloqueou a porta?
A lareira há muito se apagou.
E sem uma única madeira
o frio cortante se tornou minha companhia.
A dispensa está vazia, a água congelou na torneira
e eu não me lembro mais do seu rosto.
Tento abrir um sorriso sarcástico,
mas minha boca arde e sangra.
Agora não importa mais
porque no fundo eu sempre soube.
Ninguém daria pela falta
desse corpo débil e dessa mente velha, mal cheirosa.
Ninguém tentaria enfrentar essa tormenta.
Afinal, fui eu quem se isolou do mundo. Fui eu, não foi?
Ninguém ousaria encarar este rosto
e as lembranças que dele despertariam.
Eu sabia... ninguém se jamais se importaria.
Por isso, morri.
Por onde andava quando a noite chegou
e a neve bloqueou a porta?
A lareira há muito se apagou.
E sem uma única madeira
o frio cortante se tornou minha companhia.
A dispensa está vazia, a água congelou na torneira
e eu não me lembro mais do seu rosto.
Tento abrir um sorriso sarcástico,
mas minha boca arde e sangra.
Agora não importa mais
porque no fundo eu sempre soube.
Ninguém daria pela falta
desse corpo débil e dessa mente velha, mal cheirosa.
Ninguém tentaria enfrentar essa tormenta.
Afinal, fui eu quem se isolou do mundo. Fui eu, não foi?
Ninguém ousaria encarar este rosto
e as lembranças que dele despertariam.
Eu sabia... ninguém se jamais se importaria.
Por isso, morri.
12 anos
Não, ele não foi famoso.
Ele não foi astro da TV,
nem celebridade do futebol como queria.
Mas o filho amado.
O irmão preferido.
O melhor amigo.
Ele era tudo isso muito antes de partir.
Ele foi o que deu o melhor de si. O que amava música sertaneja e festa de peão.
Ele foi o que correu atrás do sonho. E foi o que encarou a realidade quando não conseguiu alcançá-lo.
Ele foi o que não teve medo de ser pai tão jovem.
Foi o que não sentiu vergonha de trocar o gramado pelo caixa das Americanas.
Ele foi aquele que mereceu cada abraço, dedicatória e consideração que recebeu.
Não, ele não foi famoso dessa fama supérflua e ôca.
Ele foi o que o tempo não apaga.
O que a distância não enfraquece.
O que a velhice não esmaece.
Ele foi e vai continuar sendo o irmão e amigo que nunca vou esquecer.
Ele não foi astro da TV,
nem celebridade do futebol como queria.
Mas o filho amado.
O irmão preferido.
O melhor amigo.
Ele era tudo isso muito antes de partir.
Ele foi o que deu o melhor de si. O que amava música sertaneja e festa de peão.
Ele foi o que correu atrás do sonho. E foi o que encarou a realidade quando não conseguiu alcançá-lo.
Ele foi o que não teve medo de ser pai tão jovem.
Foi o que não sentiu vergonha de trocar o gramado pelo caixa das Americanas.
Ele foi aquele que mereceu cada abraço, dedicatória e consideração que recebeu.
Não, ele não foi famoso dessa fama supérflua e ôca.
Ele foi o que o tempo não apaga.
O que a distância não enfraquece.
O que a velhice não esmaece.
Ele foi e vai continuar sendo o irmão e amigo que nunca vou esquecer.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Tenha medo das pessoas que fazem do trabalho a sua casa.
Tenha medo das pessoas que fazem do trabalho a sua casa.
Por fazer de um simples emprego a sua vida inteira
elas jamais vão perdoar quem faz do trabalho uma parte apenas.
Afaste-se de pessoas que negligenciam a própria vida,
e fazem da sua rotina um espetáculo digno do mais miserável indigente
Elas não se importam nem com seus filhos, nem com elas mesmas,
quanto menos com você e pessoas da nossa gente.
E, se você como eu,
Adora passear com o cachorro
Tem um grande amor esperando.
Gosta de ar livre e de voltar para casa.
Elas vão odiar e invejar ainda mais
Porque você, com sua vida.
faz com que esse tipo de gente,
se lembre da sua infelicidade. Do seu fracasso.
Das noites e fins de semanas – sempre vazios.
únicos a esperar por sua chegada.
Por fazer de um simples emprego a sua vida inteira
elas jamais vão perdoar quem faz do trabalho uma parte apenas.
Afaste-se de pessoas que negligenciam a própria vida,
e fazem da sua rotina um espetáculo digno do mais miserável indigente
Elas não se importam nem com seus filhos, nem com elas mesmas,
quanto menos com você e pessoas da nossa gente.
E, se você como eu,
Adora passear com o cachorro
Tem um grande amor esperando.
Gosta de ar livre e de voltar para casa.
Elas vão odiar e invejar ainda mais
Porque você, com sua vida.
faz com que esse tipo de gente,
se lembre da sua infelicidade. Do seu fracasso.
Das noites e fins de semanas – sempre vazios.
únicos a esperar por sua chegada.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Da mãe para o filho
Fui eu quem te amou primeiro.
Antes que máquinas soubessem da sua presença.
Antes que se tornasse certeza.
Antes que fosse humano
eu já o sentia com clareza.
Foram meus órgãos que abriram espaço
para o seu corpo em mim habitar.
Foi minha vida que parou para a sua vida caminhar.
Fui eu que para você cantava
mesmo antes que me ouvir pudesse.
E como com toda mãe acontece
noites de dormir se tornaram noites de sonhar contigo.
E hoje que está aqui comigo,
imagino se lembras desse passado:
nossas conversas. As cantigas. A noite em branco. O sonho acordado.
E quando tiver andado
um bom tanto nos anos da tua vida.
Só desejo que uma certeza
cresça forte em sua mente.
Fui eu quem te amou primeiro. Fui eu quem te amou mais. Fui eu quem te amou para sempre.
Antes que máquinas soubessem da sua presença.
Antes que se tornasse certeza.
Antes que fosse humano
eu já o sentia com clareza.
Foram meus órgãos que abriram espaço
para o seu corpo em mim habitar.
Foi minha vida que parou para a sua vida caminhar.
Fui eu que para você cantava
mesmo antes que me ouvir pudesse.
E como com toda mãe acontece
noites de dormir se tornaram noites de sonhar contigo.
E hoje que está aqui comigo,
imagino se lembras desse passado:
nossas conversas. As cantigas. A noite em branco. O sonho acordado.
E quando tiver andado
um bom tanto nos anos da tua vida.
Só desejo que uma certeza
cresça forte em sua mente.
Fui eu quem te amou primeiro. Fui eu quem te amou mais. Fui eu quem te amou para sempre.
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