Havia um sonho.
Em forma de um passarinho tão miudinho.
Tão repleto de cor e coragem
e pernas fininhas de gravetos.
Um sonhozinho irriquieto e curioso.
Levinho, frágil e,
afortunado que era,
desprovido de consciência ou memória.
E como cantava o pequenino.
Sim, havia um sonho.
Mas quando chegou até mim,
não voava mais.
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