Onde estava quando mais precisei?
Por onde andava quando a noite chegou
e a neve bloqueou a porta?
A lareira há muito se apagou.
E sem uma única madeira
o frio cortante se tornou minha companhia.
A dispensa está vazia, a água congelou na torneira
e eu não me lembro mais do seu rosto.
Tento abrir um sorriso sarcástico,
mas minha boca arde e sangra.
Agora não importa mais
porque no fundo eu sempre soube.
Ninguém daria pela falta
desse corpo débil e dessa mente velha, mal cheirosa.
Ninguém tentaria enfrentar essa tormenta.
Afinal, fui eu quem se isolou do mundo. Fui eu, não foi?
Ninguém ousaria encarar este rosto
e as lembranças que dele despertariam.
Eu sabia... ninguém se jamais se importaria.
Por isso, morri.
Pra ficar completo só faltou algumas fotos...
ResponderExcluirAssim a nossa imaginação iria além... rsss
Gostei!
Enacanta!
Até Sempre...
Rosiene *-;*
Não sabia que você escrevia tão bem.
ResponderExcluirQue tal publicar um livro?
Eu adoraria ter alguns comigo e dar de presente para meus amigos (com orgulho).
Adorei!!!!!!!!
Parabéns!!!!!!!!
beijos